ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Na Constituição Federal de 1988, está explícito que todos os brasileiros possuem o direito à cultura e ao bem-estar, entretanto, no Brasil, há um distanciamento dos cinemas com as pessoas mais carentes. Desse modo, percebe-se que a falta de acessebilidade a industria cinemática é um problema para o país, pois viola os direitos de uma parcela dos brasileiros.
É relevante abordar, primeiramente, que os cinemas normalmente são construidos nos centros das cidades, e nas grandes cidades, desse modo, excluindo os cidadãos da periferia e do interior, assim privando esses indivíduos do direito à cultura e o lazer. Ainda mais, o ingresso de cinema possui um preço exorbitante, dessa maneira, os cidadãos pobres não possuem condições finaceiras para comprarem um ingresso para assistirem a um filme. À vista disso, é inadmissível que o governo continue permitindo que essa parcela da população fique sem seus direitos.
Ademais, sem o conhecimento das diversas culturas existentes os brasileiros irão tratar com preconceito alguém que possua uma cultura diferente a sua, e, assim, poderão cometer crimes como o racismo, e a xenofobia, por exemplo. De acordo com o livro “A utopia”, de Thomas More, todos os cidadãos de uma terra chamada “Novo mundo” eram iguais, sem preconceitos e sem classes socias. Dessa maneira, apesar do livro retratar uma utopia não quer dizer que o Brasil não possa se aproximar desses feitos, pois, segundo o Filosofo Jean j. Rousseau, o homem nasce bom, porém a sociedade o corrompe. Dessarte, se o Brasil mudar o pensamento da sociedade seria possível viver em uma aproximação ao que o livro de More diz.
Portanto, indubitavelmente, faz-se mister que medidas sejam tomadas para a ruptura dessa problemática. Nesse contexto, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MDH), deve fazer um acordo com os cinemas para que as escolas possam levar os alunos ao cinema com o ingresso sendo o mais barato possível, esse acordo deve ser feito através de contrato para garantir que os estudantes possam comprar os ingressos pagando menos e de maneira legal e com garantia. Ainda mais, o Ministério da Justiça (MJ) deve incentivar a construção de cinemas nas periferias, pois ficará acessível para os moradores locais irem ao cinema, e deve reduzir os impostos dos cinemas que aceitarem o acordo; assim o preço do ingresso ficaria mais barato. Dessarte, o Brasil poderia vencer a falta de acessibilidade aos cinemas, e devolveria a essa parcela de brasileiros os seus direitos a cultura e ao bem-estar como está ratificado na constituiçao.