ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 15/01/2021
O cinema no Brasil se popularizou de forma rápida e crescente nos últimos anos. Entretanto, o processo de desenvolvimento foi de maneira desigual em muitas partes do país, principalmente no interior nordestino. Por isso, a falta de investimentos de empresas privadas foi e continua sendo o principal obstáculo para o acesso ao cinema no Brasil.
Dentre os inúmeros motivos que levaram o declíneo cinematográfico no país, é incontestável que o capital tenha sido investido de forma errada. Segundo dados da ANCINE, em 1975 havia 3300 salas de cinema em todo território nacional, hoje conta com cerca de 2200. A maioria foram transferidas para grandes centros urbanos ou totalmente destruídas. Assim, é notória a falta de atenção para uma parcela da população, que se encontra desassistida e ignorada.
Além disso, a ausência de incentivo e estímulo para frequentar o cinema dificulta ainda mais para que esse tipo de arte se difunda. De acordo com C. F. Gutefreind, não se pode viver sem as grandes telas de encenação, segundo ele, a arte é um meio de representar a realidade do telespectador com a ficção. Dessa forma, as pessoas desprovidas desse recurso poderia se familiarizar um pouco mais, para que se sintam mais representadas e acolhidas.
Em suma, o Brasil se encontra numa situação crítica, onde são escolhidas a dedo os lugares para criação de cinemas, excluindo inúmeras populações. Por conseguinte, o Ministério das Comunicações deveria criar cinemas comunitários e gratuitos, com clássicos e atuais, atendendo a todos os gostos. Bem como o Ministério da Justiça deveria obrigar as empresas privadas a criarem pelo menos um cinema em centros do interior por meio de políticas públicas. Tais medidas, se fossem feitas, teriam o pleno objetivo e eficácia de expandir a arte cinematográfica a todos que não possuem acesso.