ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Desde a invenção do primeiro protótipo de cinema por Lumiere no Final do século XIX, o mundo conheceu a arte da tela em movimento, a qual foi muito explorada e gerou a criação de inúmeros recursos cinematográficos quando estava em seu auge. Entretanto, em contraste com sua história, hoje a democracia nos cinemas se encontra em perigo, principalmente no mercado, sendo quase inteiramente destinado novamente as pessoas de classe privilegiada, assim como era em seu passado. Ademais, é imperioso ressaltar os problemas sociais na democratização do acesso ao cinema no  Brasil.

Nesse cenário, os cinemas, os quais em teoria deveriam estar mais democráticos em virtude do avanço da tecnologia, atualmente se encontram somente para um seleto público. Isso ocorre porque, ao contrário da democratização, o cinema tem sido quase exclusivo das grandes cidades, cerca de 90% dos municípios brasileiras não possuem cinemas, e as que possuem, são centros extremamente urbanos como mostrado pelo IBGE em 2018. Nesse viés, é perceptível o privilégio da classe média urbana, a tem grande facilidade ao acesso as telas cinematográficas, ao contrário do resto rural.              Somado a isso, a um elitismo histórico no cinema, que ao pesar do avanço da tecnológico, os cinemas se concentram nas mãos das elites urbanas. Nesse viés, o passado dos cinemas contribuiu a um efeito sanfona de seu mercado, e mesmo após uma larga popularização na década de 70, seu público e salas foram consideravelmente diminuídos. Desse modo, a escola de Frankfurt explica que por meio do contexto histórico e a ideologia da época, o público rural nunca teve sua chance no cinema, pois enquanto existir a ideia de que o cinema é um espetáculo ao invés de cultura, ele será elitizado.                 Evidencia-se, portanto, que a problemática na democratização do cinema é um empecilho para o bem estar do brasileiro. Por conseguinte, cabe ao ministério da Economia, aderir políticas que visem a democratização do cinema, por meio de criação de incentivos fiscais, e fundos destinados a cultura e suas aplicações, a fim de obter-se uma maior expansão cultural por meio dos cinemas. Além disso, cabe ao ministério da educação, a criação de cinemas municipais, sem fins lucrativos, com o objetivo de alcançar o máximo de pessoas possíveis, de modo a espalhar a cultura brasileira por meio de filmes nacionais que receberam apoio financeiro do estado. Feito isso, a sociedade será mais igualitária.