ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 08/05/2021

A democratização do acesso ao cinema encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa constatação pode ser comprovada por meio de dados divulgados pela ANCINE, os quais demonstram que o crescimento do número de cinemas no país nas últimas três décadas é insuficiente para o tamanho da população. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de investimento e das questões políticas.

A princípio, a falta de investimentos tanto do setor público como privado caracteriza-se como um complexo dificultador. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Sob essa ótica, percebe-se que o setor empresarial visa apenas o grande lucro nos conglomerados urbanos, processo contrário à democratização do acesso ao cinema nas cidades interioranas de menor concentração de renda, o que dificulta a descentralização do instrumento de contar histórias.

Outro ponto relevante, nessa temática, são as questões políticas. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a democratização do acesso ao cinema não encontra respaldo político necessário para ser solucionado, o que prejudica na resolução do problema.

É incidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o setor privado, proporcionem investimentos em infraestrutura urbana, aproveitando a existência de espaços públicos presentes em cidades interioranas para a exibição de filmes. Esses eventos podem ser divulgados pelos meios de comunicação local, custeado pelo setor público, com o intuito de atrair o máximo de espectadores da região, afim de popularizar o cinema no cotidiano das pessoas.  A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.