ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/05/2021

Na Revolução Industrial (século XVIII), as camadas mais pobres da população não tinham acesso às inovações tecnológicas devido ao processo de elitização dessas novidades e devido ao descaso do governo industrial com essa situação. Paralelamente à história, no Brasil atual, os cidadãos com menor poder aquisitivo não conseguem ter acesso ao cinema em virtude do encarecimento desse espaço e pela falta de ação do governo para viabilizar esse contato. Desse modo, é necessário a intervenção estatal para democratizar o acesso ao cinema no Brasil.

Em primeiro plano, nota-se que a localização dos cines em regiões erutidas faz com que seja dificultada a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Dessa forma, afim aos dados fornecidos pela Agência Nacional do Cinema – os quais mostram que o crescimento dos cinemas na nação se deu nas regiões de renda mais alta-, infere-se que a localização desses centros de cultura em locais de luxo faz com que haja o encarecimento do seu acesso. Assim, o alto custo para usufruir desse meio cultural faz com que pessoas com baixo poder aquisitivo não consigam desfrutar desse ambiente cheio de cultura. Portanto, é importante afirmar a necessidade de viabilizar esse acesso para uma democratização do cinema.

Em segundo plano, é inegável que o descaso estatal com essa questão é um dos impulsionadores para a persistência do problema no Brasil. Assim, afim à Constituição Federal de 1988 – a qual discorre que é o dever do Estado assegurar o acesso à cultura para toda a população -, percebe-se que o governo infringe a prerrogativa supracitada por não proporcionar um acesso igualitário ao cinema para todos os cidadãos do país. Consequentemente, a infração da lei pelo Estado, faz com que pessoas de classes sociais mais baixas não consigam desfrutar de seus direitos. Logo, é mister afirmar a necessidade do cumprimento da lei pelo Estado a fim de assegurar o acesso à cultura de maneira homogênea para toda a população.

Portanto, cabe ao Ministério da Cultura, em parceria com os cinemas do Brasil, aumentar o número de descontos nos valores dos ingressos, por meio da parceria público-privada entre o Estado e os cinemas, com o intuito de tornar o acesso ao cinema igualitário a todas as pessoas da sociedade brasileira. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com o poder executivo, fiscalizar os investimentos na cultura pelos governos, por meio da criação de comissões fiscalizadoras, com o intuito de assegurar que todos possam desfrutar de seus direitos e possam ter acesso constante ao meio cinematográfico. Destarte, a adoção de tais medidas, contribuirá para a democratização do acesso ao cinema no Brasil e para um Estado que assegura os direitos dos cidadãos.