ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/05/2021

De acordo o filósofo Aristóteles a base da sociedade é a igualdade. Entretanto, o contexto do Brasil no século xxi é contrario a isso, visto que a democratização do acesso ao cinema,demonstra-se como uma questão de desigualdade, o que desestrutura a base da sociedade. Desse modo, tal problemática é inconcebível e merece um olhar critico de enfrentamento.

Primordialmente, é válido reconhecer como esse panorama supracitado pode limitar a própria cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Jonh Lock, no qual se configura uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais indivíduos gozem de direitos imprescindíveis garantidos pela constituição (como o direito a cultura é o lazer) para manutenção da igualdade entre os membros da sociedade, o que expõe os indivíduos a maior exclusão e desrespeito.

Nesse sentido, a obra “A arte poética” do filósofo Aristóteles, traz uma contribuição relevante ao defender que a arte é uma representação do mundo. Outrossim , a falta do acesso ao cinema ressalta uma relação entre a alienação e a conduta do indivíduo. Por consequência, da privação de conhecimento sobre a atualidade é a realidade. Ademais, e fulcral ressaltar a prejuízos sociais fomentados em decorrência disso.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação (órgão responsável pela formação educacional dos indivíduos) em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos (órgão responsável pela dignidade dos cidadãos), destine verbas para promover espaço designado a cinemas. Tais espaços podem ser construído nas escolas, permitindo a presença da população, visando a inclusão das pessoas menos afortunadas. Além disso, o acesso seria de forma gratuita para estudantes e com o preço irrisório para o restante da sociedade. Feito isso, poderemos restabelecer a base citada por Aristóteles.