ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Lugar de jovem é no cinema
Na antiguidade o filósofo Aristóteles defendia a teoria da “Mimesis”, a mesma dizia que quando se assistia uma peça de teatro era possível viver uma experiência, que provavelmente não seria vivida na realidade. Isso tornava o expectador um ser humano melhor, o ensinava uma lição que não seria capaz de compreender antes. Aplicando a mesma teoria para os cinemas hoje em dia, é possível compreender a função educacional por trás das telas, portanto a acessibilidade à este recurso deveria existir igualmente para todas as camadas da sociedade.
Contudo, as áreas onde a renda é mais alta possuem maior número de telas de cinema no território brasileiro. A localização geográfica de grande parte das salas de cinema reflete a desigualdade social do Brasil, e como as classes mais baixas enxergam a cultura como um privilégio distante.
Ainda no ano de 2019, a empresa Shell promoveu um cinema ao ar livre onde uma tela grande foi montada no Jockey Club, em São Paulo, permitindo e estimulando uma experiência cinematográfica diferenciada. Entretanto, apesar de se tratar de um projeto interessante e significativo no âmbito cultural, a localização e os preços mostravam o caráter elitista do mesmo.
Na música “Ladrão” o artista de rap Djonga diz “arte é pra incomodar, causar indigestão”, nesse trecho percebe-se que a arte mais do que uma forma de distração, é também uma maneira de denunciar a realidade. Portanto para levar esse conteúdo artístico por meio do cinema para as partes menos privilegiadas da sociedade, a Secretaria de Cultura poderia providenciar salas de cinema fora de shoppings, para as cidades pequenas que não contém a estrutura. Além de um vale-cinema, onde o estudante de escola pública poderia escolher um filme para ver gratuitamente a cada dois meses.