ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 27/05/2021

O fim da Guerra Franco-Prussiana, em 1871, originou o momento histórico chamado de “Belle Époque”, um período de diversos avanços tecnocientíficos, como por exemplo, o surgimento do telégrafo e telefone. Nessa época o entretenimento por meio de cinemas se tornou algo comum nos países europeus e nos Estados Unidos. Atualmente, o acesso aos cinemas no Brasil não é algo normal para toda a população, isso acontece, devido a desigualdade na sociedade brasileira e a falta de auxílio aos mais carentes.

Em primeiro lugar, é necessário destacar como a desigualdade social no Brasil afeta o acesso aos cinemas. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, 72,2% da renda mensal de uma família eram destinadas a alimentação, habitação e transporte. Logo, torna-se nítido como as pessoas com renda mais baixa tem uma dificuldade maior do que as pessoas com renda elevada de ir aos cinemas. Por causa, dos altos custos com as necessidades básicas que elas precisam gastar para conseguir viver a cada dia.

Ademais, os filmes são uma ótima forma de lazer e maneira de expandir o seu conhecimento cultural, tanto nacional, quanto internacional. Porém, as famílias mais carentes por não conseguirem ter acesso aos cinemas, devido a sua condição financeira, não podem utilizar esse meio para adquirir mais conhecimento. Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido ao cidadão brasileiro no Artigo 6, acesso ao lazer e, no Artigo 215, acesso a cultura. Entretanto, a realidade não é essa, já que o governo não consegue realizar o que a constituição prevê. Dessa forma, as famílias pobres não possuem uma democratização do acesso ao cinema e, consequentemente não possuem o lazer e a experiência cultural prevista pelo Estado.

Enfim, é nítido como o acesso ao cinema no Brasil se tornou algo elitista, devido a desigualdade social e a falta de auxílio por parte do governo às famílias carentes. Por isso, é necessário que a Secretaria Especial da Cultura, em conjunto com as empresas de cinema, promova a abertura das salas de cinemas do país para a população de baixa renda, por meio incentivos fiscais e alteração no preço dos ingressos para um valor mais compatível com a realidade dessas pessoas. Desse modo, as famílias mais pobres poderão ter o acesso a salas de cinema, por preços mais justos e até de graça, tornando o acesso ao cinema no Brasil algo democrático.