ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 02/06/2021
Na constituição de 1988, está garantido o acesso a cultura de forma ampla para toda comunidade. Entretanto, essa não é a realidade do país porque uma parcela da população é incapaz de usufruir de cinemas, o que evidencia uma problemática baseada na desigualdade socioeconômica e na concentração espacial do mesmo.
Em primeira análise, percebe-se que há um problema financeiro para o uso dessa cultura. Dessa forma, as classes sociais menos privilegiadas sofrem com o déficit cultural, de modo que a desigualdade econômica força uma exclusão do meio, baseado nos preços que são gerados no uso dele, prova disso é que cerca de 54% da população nunca foi ao cinema, de acordo com dados do Ipea(Instituto de pesquisa econômica aplicada). Portanto, fica claro que problemas econômicos excluem a população.
Além disso, a concentração espacial do meio dificulta a incidência das pessoas. Dessa maneira, salas de cinema no Brasil se encontram nos interiores de shoppings, em que o mesmo fica em áreas mais nobres das cidades, visto que eles visam a concentração de renda de seu entorno, sendo comprovado por um estudo da UFRJ que mostra um maior número do modelo de negócio em áreas ricas das cidades, baseado no comércio da área. Por isso, há um afastamento geográfico de parte da população ao acesso cultural.
Em síntese, percebe-se uma problemática que precisa de mudança. Logo, o Ministério da cultura deve trabalhar para o adquirimento de verbas para a construção de cinemas em áreas desprivilegiadas e que se tenham preços condizentes com a realidade do grupo lá estabelecido, para que ocorra a democratização. Outrossim, a mídia, internet e TV, deve trabalhar juntamente, de modo que divulguem campanhas do atrativo para os excluídos,ocorrendo o usufruto das estruturas feitas pelo Ministério e de projetos comunitários já existentes com essa finalidade. Com isso, num longo prazo será possível que todos possam aproveitar da cultura.