ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 02/07/2021
No filme ‘‘Sete anos no Tibet’’, Dalai Lama pede que seu amigo alpinista construa um cinema para a região, tal feito possibilitou que a população daquele lugar tivesse acesso à uma nova diversão bem como à cultura de outros lugares. Entretanto, atualmente, a democratização do acesso ao cinema no Brasil não é praticada do modo que a Constituição de 1988 assegura. Nesse contexto, a negligência estatal associada à marginalização dos pobres são os os principais obstáculos que causam este infeliz fato no país.
Primeiramente, segundo a Constituição Cidadã, o Estado tem o dever de garantir o lazer para a sua população. Porém, isso não acontece na prática. Dessa forma , o alto preço das passagens de transportes públicos aliados à longas distâncias tornam o cinema inacessível aos cidadãos de baixa renda. Assim, a intervenção estatal se faz necessária, seja pelo estabelecimento de um preço máximo para passagens ou pela construção de centros culturais dotados de cinema perto da população marginalizada.
Ademais, é válido ressaltar a marginalização dos menos favorecidos economicamente no acesso ao cinema. Desse modo, a causa dessa problemática é o pífio planejamento urbano devido ao avanço da urbanização desde a década de 1970. Com isso, o acesso da população pobre aos cinemas - geralmente localizados nos centros urbanos - é negado pois esses cidadãos vivem nas periferias das cidades. Nessa conjuntura, ao serem privadas do acesso à sétima arte, essas pessoas deixam de consumir conteúdos que agregariam conhecimento e valores que pudessem trazer felicidade às suas vidas.
Portanto, é ímpar que o Ministério da Infraestrutura - com as verbas públicas - construa centros culturais dotados de cinema nas regiões periféricas das cidades a fim de tornar tal entretenimento mais democrático e acessível a todos. Sendo assim, o Estado poderá cumprir o seu papel supracitado perante a Constituição.