ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 05/07/2021

A Constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6, o direito ao lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal direito não tem repercutido com ênfase na prática quando se observa a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Então, devem-se traçar a partir da atuação nas causas do problema: a falta de ação do governo e a elitização.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a negligência governamental mental é um fator do problema. De acordo com John Locke, essa ausência de medidas configura-se como uma quebra do “contrato social”, já que é papel do Estado garantir aos cidadãos um direito tão importante quanto o lazer. Nesse contexto, pode-se observar uma precariedade investimento no campo artístico, que muitas vezes é visto como supérfluo, e por conta disso há a banalização de profissionais do entretenimento, que por parcela da população, não são respeitados como deveriam.

Em paralelo, a disparidade social é um entrave que tange a problemática. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é hoje o sétimo país mais desigual do mundo. Tal disparidade a nítida no tema, visto que locais em que se localizam cinemas, em geral, são nobres e que são frequentados por pessoas em maioria classe média pra alta, vale ressaltar também, que ingressos são caros e que, por parcela, não são possíveis de serem comprados por pobres, pois irá pesar muito em sua renda.

Portanto, é preciso a implantação de medidas para diminuição ou possível superação desses impasses. O governo federal deve mandar recursos para as áreas carentes e também, através da mídia, fazer campanhas e palestras -em locais públicos e de fácil acesso- sobre a importância da sétima arte, para que as pessoas comecem a se importar e valorizar o cinema nacional . Dessa forma, pode haver uma sociedade com mais cultura e que governo aplique corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.