ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/07/2021
Barão de Itacaré, um dos criadores do jornalismo alternativo durante o período da ditadura no país, estava certo ao dizer “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, a democratização do acesso ao cinema se apresenta como um dos nós a serem desatados. Contudo, fatores como a elitização cultural e a escassa escolaridade da sociedade contribuem para a exclusão social das camadas populares no país.
Diante desse cenário, urge pautar o descaso estatal em não propor medidas públicas que auxiliem na redução da desigualdade cultural. O acesso as salas de cinema no Brasil sempre excluiram parte da sociedade. De acordo com o jornal Agência Brasil, de cada 10 salas de cinema no Brasil, sete estão em cinco estados do Sudeste e do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná). Sob esse âmbito, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar no país e que a marginalização cultural se torne uma característica nacional.
Ademais, é válido salientar a deficiência na escolarização dos indivíduos, visto que esse problema se comporta como um entrave para a democratização do acesso à cultura. Segundo o filósofo Emmanuel Kant, a escolarização da sociedade é um fator que possibilita a inserção do indivíduo no mundo intelectual. Desse modo, é incoerente que medidas não sejam tomadas, uma vez que é dever do Estado garantir o acesso à educação de forma homogenia e nacional para todos.
Portanto, providências são essenciais para amenizar tal impasse. O Ministério da Cultura, juntamente ao CNE (Conselho Nacional da Educação), deve iniciar o projeto “Cultura móvel”, que leva salas de cinema, por intermédio de automóveis a áreas de vulnerabilidade social para fins didáticos, a fim de integrar cultura e lazer de forma coerente a todas as classes sociais. Com essas medidas, espera-se que esse nó seja desatado e que a sociedade brasileira obtenha mais acesso as salas de cinema.