ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 22/07/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 215, o direito à cultura. Porém, isso é violado, uma vez que o acesso ao cinema é pouco democrático no Brasil. Nesse contexto, configura-se um problema grave, em razão da desigualdade social e da priorização de fundos financeiros.
Vale ressaltar, de início, que a disparidade social está na base da questão. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil é hoje o sétimo país mais desigual do mundo. Tal disparidade é nítida no acesso ao cinema, visto que a maior parte da população brasileira não possui poder aquisitivo suficiente para frequentá-lo. Logo, diminuir a desigualdade no país é fundamental para atuar sobre esse problema.
Além disso, a supremacia de interesses mercadológicos mostra-se como um complexo dificultador. De acordo com Simone de Beauvoir, não há crime maior que reduzir um ser humano à condição de objeto. Entretanto, tal objetificação está presente no pensamento das grandes empresas cinematográficas, já que priorizam o lucro se concentra nas áreas de maior desenvolvimento econômico do país, deixando à margem de uma população rural, ribeirinha e periférica desse lazer. Então, essa priorização de capital deve ser substituída por uma lógica humanitária.
Depreende-se, portanto, que é preciso intervir quanto à desigualdade social. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para grupos excluídos, um fim de tornar o cinema mais democrático. Tal ação pode, ainda, ser divulgada na mídia para que a população tome conhecimento. Paralelamente, deve-se atuar acerca da priorização de interesses financeiros.