ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 18/07/2021
No livro “Sapiens”, de Yuval Harari, é retratado como a revolução tecnológica modificou drasticamente a forma de consumo, o maior interesse pela TV e aparelhos eletrônicos, além do aumento da desigualdade em meio a essa era da tecnologia. Nessa perspectiva, tornar popular e ao alcance do povo o acesso ao cinema no Brasil é de suma importância, pois, a ascensão das mudanças tecnológicas, a urbanização acelerada com falta de investimentos e infraestruturas urbanas, baixa capitalização das empresas exibidoras e crescimento de forma concentrada em áreas privilegiadas, excluíram do universo do cinema uma grande parte populacional.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o cinema representa um enorme poder cultural, que conta estórias para plateias, de geração em geração, por quase um século. Mas, mesmo com sua importância e com o crescimento percentual de brasileiros que frequentam salas de cinema, essa forma de consumo está descentralizada e perdendo notoriedade, devido a falta de investimentos direcionados igualmente para todas as áreas urbanas e rurais, baixa capitalização das empresas exibidoras, preços altos de ingressos e as mudanças tecnológicas, entre outros fatores, alteraram a preferência e o destaque se dá para as Tv´s.
Em segundo lugar, vale salientar que com a expansão dos shoppings centers, a atividade de exibição cinematográfica se reorganizou. Contudo, além de insuficiente, ocorreu de forma concentrada e áreas foram privilegiadas, como as regiões de rendas mais altas das grandes cidades e populações inteiras foram excluídas do universo do cinema ou mal atendidas, como: a região Norte, Nordeste, as periferias urbanas, cidades pequenas e médias do interior. Outrossim, como afirma o Art. 6º da Constituição Federal de 1988, sobre o princípio de isonomia, em que todos cidadãos devem ser tratados igualmente perante a lei, possuir e usufruir todos os seus direitos, mas, não é o que sucede-se, essa concentração reforça a desigualdade e a falta de democratização do acesso ao cinema no país.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com a Agência Nacional do Cinema(Ancine), promovam políticas de regulação, fiscalização e baixa dos preços, por meio da expansão da quantidade de salas de cinema, reorganizando esse crescimento para todas as áreas, fiscalizando para que não ocorra concentração em regiões privilegiadas. Assim, outorgar o acesso ao cinema a todos cidadãos igualmente, reincerir as populações excluídas desse universo cinematográfico e preservar o poder cultural que o cinema denota.