ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 21/07/2021
No livro “Sapiens”, de Yuval Harari, é retratado como a revolução tecnológica modificou drasticamente a forma de consumo, o maior interesse nos aparelhos eletrônicos, além do aumento da desigualdade em meio a essa era da tecnologia. Nessa perspectiva, tornar popular e ao alcance do povo o acesso ao cinema no Brasil é de suma importância, pois, a ascensão das mudanças tecnológicas, falta de investimentos direcionados e concentração em áreas privilegiadas, excluíram do universo do cinema uma grande parte populacional.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o cinema representa um enorme poder cultural, que conta estórias para plateias, de geração em geração, por quase um século. Mas, mesmo com sua importância e com o crescimento percentual de brasileiros que frequentam salas de cinema, essa forma de consumo está descentralizada e perdendo notoriedade, devido a falta de investimentos direcionados igualmente para todas as áreas urbanas e rurais, favorecendo a concentração, baixa capitalização das empresas exibidoras, preços altos de ingressos e as mudanças tecnológicas que alteraram a preferência, com o crescente uso das mídias sociais e Tv’s para ver filmes de modo individual e em qualquer horário.
Em segundo lugar, vale salientar que a atividade de exibição cinematográfica se reorganizou com a expansão dos shoppings centers. Contudo, ocorreu de forma concentrada e áreas foram privilegiadas, assim, populações inteiras foram excluídas ou mal atendidas, como: a região Norte, Nordeste, as periferias urbanas e cidades do interior. Outrossim, como afirma o Art. 6º da Constituição Federal, de 1988, sobre o princípio de isonomia, em que todos cidadãos devem possuir e usufruir de todos os seus direitos igualmente, mas, não é o que sucede-se, essa concentração reforça a desigualdade e a falta de democratização do acesso ao cinema no país.
Portanto, é imprescindível que o Governo Federal e a Agência Nacional do Cinema(Ancine), promovam políticas de regulação, fiscalização e baixa dos preços, por meio da expansão da quantidade de salas de cinema, reorganizando esse crescimento para todas as áreas, fiscalizar para que não ocorra concentração em áreas privilegiadas. Assim, outorgar o acesso ao cinema a todos os cidadãos igualmente, reincerir as populações excluídas desse universo cinematográfico e preservar o poder cultural que o cinema denota.