ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 22/08/2021

O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que o acesso ao cinema ainda é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também da desigualdade social. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da coletividade.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no atual cenário brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, deixam de investir em lazer, principalmente em áreas periféricas, onde, o acesso ao lazer, como cinema e clube são muito escassos. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução dessa situação maléfica.

Ademais, a desigualdade social apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o George Orwell “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a desigualdade é um dos principais motivos para a  falta de acesso ao cinema, o que, consequentemente, indivíduos que não tem condições de pagar para usufruir desse tipo de lazer, não tem outros meios de acesso, como por exemplo, um cinema público. Logo, tudo isso retarda a resolução o combate à democratização do acesso ao cinema no Brasil, já que a desigualdade social contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio dos Estados brasileiros, será revertido em contruções de cinemas nas áreas mais necessitadas, através de acordos com empresas de contruções, para poderem fazer mais obras com um custo menor. Sendo assim, aumentando a democratização do acesso ao cinema em médio e longo prazo.