ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernistas, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principla característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Segundo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também o acesso ao cinema. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a desorganização urbana.
Em primeira análise, observa-se uma falta de comprometimento do Estado. O artigo número sexto da Constituição Federal, assegura como direito do cidadão brasileiro, o acesso ao lazer. O direito oferecido pelo governo se concretiza somente no papel, uma vez que, milhões de pessoas escolhem diariamente entre comprar comida ou pagar as contas, como pode-se ver em reportagens de jornais, acababando, assim, com a possibilidade do indivíduo desfrutar de um momento de lazer.
Em segunda análise, percebe-se a falta de organização das cidades. Na época em que o Brasil industrializou-se, governo Vargas, houve um grande aumento do êxodo rural e de imigrantes, em razão da Segunda Guerra Mundial, o que levou um aumento populacional nas cidades que não ofereciam uma estrutura para atender a todos. Nos dias atuais, a situação permanece igual, uma vez que as cidades estão desestruturadas, impossibilitando assim, a construção de ambientes para o lazer.
Tendo em vista a discussão apresentada, é necessário que o Ministério da Cidadania resolva o problema, liberando verbas, principalmente para as regiões mais desfavorecidas, para a construção de ambientes cinematográficos. Além disso, possibilitar o acesso a todos cidadãos. Ademais, o MEC, deve, atravéz de projetos, adicionar à grade escolar, a importância da cultura. Se tais ações forem colocadas em prática, no futuro o país poderá se orgulhar de ter resolvido a democratização do acesso ao cinema.