ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 23/09/2021

De acordo com o Artigo 5 da Constituição Federal do Brasil, (documento regente mais importante do País) “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se à igualdade". Mas na prática isso é totalmente diferente, principalmente relacionado ao cinema. De acordo com a pesquisa feita, pela TV Cultura em 2019, 54% dos brasileiros nunca foram ao cinema.

Em uma primeira análise, notamos tamanha desigualdade sócio cultural e econômica. Nesse sentido os centro urbanos obtém um êxito, pelo simples fato da locomoção e do capital estarem presentes com mais destreza.  De acordo com o Filósofo John Locke, está decorrendo a violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o acesso ao cinema brasileiro, (que possui relação cultural).

Ademais, apesar da modernização do universo cinematográfico, o qual, atualmente, possui filmes em “3D” e salas de cinema bastante equipadas, muitos brasileiros não conseguem arcar, por exemplo, com o custo do ingresso ou, até mesmo, o espaço destinado à exibição de filmes, como shopping center, que é distante do local onde essas pessoas residem, inviabilizando, assim, a acessibilidade à cultura previsto na Constituição feita em 1988.

Portanto, é imprescindível democratizar a ida ao cinema no Brasil. Para isso, cabe às prefeituras disponibilizar a experiência cinematográfica à população. Isso ocorrerá por disponibilizações de salas de cinemas nas regiões periféricas, a redução dos preços dos ingressos e a concessão de gratuidade de entrada para a parcela da sociedade pertencente às classes menos favorecidas, como indivíduos detentores de renda familiar inferior a um salário mínimo. Dessa forma, mais brasileiros terão a possibilidade de ingressão aos cinemas e, finalmente, a imparcialidade será garantida nesse contexto, reduzindo a desigualdade entre a população.