ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 27/09/2021

O Instituto Nacional do Cinema garante o acesso público as indústrias cinematográficas brasileiras. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização envolta da democratização do cinema no Brasil. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino em escolas e faculdades, voltadas para a valorização de curtas e longas-metragens como instrumento para a formação plena do cidadão e a falta de regulamentação de leis que visam popularizar a cinematografia no país.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover debates, em instituições de ensino, sobre a urgência da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Indubitavelmente, modalidades de ensinança focadas no desenvolvimento da cinematografia como um instrumento de formação de cidadania, são necessárias, mas a falta de incentivo governamental a essas discussões acarreta a desvalorização e a minimização da importância dessa arte. Outrossim, a carência de apoio dos órgãos legislatoriais a essa lecionação, tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre a relevância de uma matéria como essa. Por conseguinte, da falta de investimento governamental e da inépcia da população, a cinegrafia continuará a ser elitizado na federação, afirmação que é exemplificada pelo Sistema de Controle de Bilheteria, SCB, com uma redução de 77% de espectadores em salas de Cine, no ano de 2020.

Ademais, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos que dificulta a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informação UOL, as diretrizes existentes, como a Constituição Federal, que garante aos cidadãos o acesso a qualquer fonte de cultura nacional, incluindo filmes e novelas, são uma referência, mas somente com os decretos regulamentares são especificados os detalhes de como uma norma irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, a cinematografia não será coletivizada, circunstância essa que, conforme o G1, acarretou 44% de pretos e pardos, e 34% de brancos, que não tem acesso a salas de obras cinematográficas na federação.

Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Instituto Nacional do Cinema, organize palestras mensais, mediante anúncios em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes para politizar a população sobre a importância da democratização do cinema no Brasil. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de ensino, para instruir as massas sobre os índices de elitização cinematográfica, o que resultará em um país informado, com o efeito de criar cidadãos conscientes.