ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 29/09/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar na sociedade. Entretanto, o cinema, um importante meio para a cultura, é acessado por pequena parte da população, sendo em uma maior parte a elite brasileira.
Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater os elevados preços e impostos. Diante disso, 83% da população não frequenta o cinama, segundo o G1, gerando uma exclusão social. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis, como a cultura e o lazer, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o acesso em periferias e cidades do interior, como o impulsionador da falta de acesso a cultura e exclusão. Diante de tal exposto, a urbanização acelarada só traz benefícios a elite brasileira, deixando o resto da população com a falta de infroestrutura e capitalização sobre o mundo tecnológico. Logo, é inadimissível que o cenário continue.
Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Cultura, proponha uma diminuição dos impostos sobre os filmes e crie cinemas ao ar livre para população em locais carentes, exibindo filmes educativos, com o fim de melhorar o conhecimento cultural da população. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.