ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que o acesso ao cinema não é disponível para todos. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da insuficiência legislativa e do individualismo.
Em primeira análise, a deficiência das leis é um desafio presente na questão. Nesse sentido, a filósofa Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado na questão do cinema, visto que, de acordo com o G1, portal de notícias, 38% da população não desfruta dessa diversão por falta de dinheiro, as pessoas de baixa renda não conseguem ter acesso pelo alto preço dos ingressos, o que o torna elitizado. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a filósofa.
Outrossim, o egocentrismo é um entrave no que tange ao assunto. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida no acesso à cinegrafia, visto que a maior parte dos cinemas se encontram nas cidades grandes, o que dificulta a movimentação da população rural que não consegue usufruir desse entreterimento, por visar dinheiro nos cidadões privilegiados e de alta renda. Assim, é uma adversidade que tem de ser resolvida pelos demais órgãos do governo.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o poder público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos em ingressos mais acessíveis a sociedade, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.