ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 18/10/2021

Na comédia nacional Tapete Vermelho, a família pobre de Quinzin parte em uma aventura em busca de um cinema, inexistente em sua cidade, para ver a uma produção de Mazzaropi. Analogamente, fora da realidade muitos brasileiros encontram dificuldade para acessar esses locais. Nesse sentido, a democratização do acesso ao cinema no Brasil torna-se tópico de extrema impotância, uma vez que, apesar de ser essencial para a formação do indivíduo, sofre grande descaso por parte do governo.

A princípio, o consumo de filmes tem papel fundamental na construção de caráter. Segundo Erik Erikson, o ser humano está em constante tranformação e, ao longa da vida, elementos pessoais, interpessoais e culturais participam desse desenvolvimento. A partir dessa perspetiva, as obras cinematográficas - como sendo manifestações de cultura - se enquadram como fator indispensável para que se adquira o autoconhecimento. Portanto, a possibilidade de acesso a cinematografia é também uma porta para a formação identitária dos cidadãos.

Por outro lado, a atuação do Estado na resolução da problemática têm sido ineficiente. Conforme informações da Ancine,  a distribuição territorial das salas de reprodução audiovisual é completamente desigual. O que se percebe na realidade é uma concentração mas regiões mais abastadas do país, enquanto a parcela mais pobre da população é deixada à margem. Dessa maneira, faltam incentivos governamentais para impulsionar o sanamento dessas diferenças socioespaciais.

Em suma, vê-se a necessidade de intervenção em busca de tornar os cinemas mais acessíveis. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio de um aumento de verbas aos Estados, promover a construção de salas de filmes em regiões que não as possuem - seja dentro de shoppings e/ou em ruas bem movimentas. Com isso, o objetivo é popularizar esses estabelecimentos de forma que situações como a de Quinzinho possam ser facilmente resolvidas.