ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 10/11/2021

Individualismo, descaso governamental. Esses exemplos ilustram desafios para a efetiva democratização do acesso ao cinema no Brasil. Logo, é imprescindível remediar esse imbróglio para alcançar a plena harmonia social.                                                                                                                              Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “o ser humano líquido possui laços fragmentados e não se importa mais com o que acontece à sua volta”. Nesse sentido, o individualismo faz com que a maioria das pessoas não discuta, não debata e nem se mobilize acerca da democratização do acesso à sétima arte. Isso, infelizmente, é um dos principais impecilhos para sanar esse problema, uma vez que parte dos indivíduos se importa apenas com status, lucro e consumismo. Assim, grande parcela das empresas de cinema se instalam em metrópoles, o que exclui a população carente, além de restringir o acesso a essa arte à classe com maior poder aquisitivo, para manter a alta lucratividade e retroalimentar o “homem líquido”.                                                  Em segundo lugar, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, direitos deveriam ser garantidos aos cidadãos, por exemplo, acesso à cultura. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista o fato  de ainda existirem entraves no acesso ao cinema de maneira democrática. Essa constatação pode ser feita na medida em que há o nítido descaso do governo perante essa situação, pois não são realizados investimentos nesse setor em cidades menores e nem em bairros periféricos. Dessa forma, muitos indivíduos não tem o devido acesso à sétima arte, o que limita o alcance dessas pessoas a cultura - premissa constitucional.                                              Cabe, portanto, ao governo instituir um comitê gestor formado por um membro de cada área - Ministério da Cultura e mídias. Para detalhar, a ação se dará por meio de maior direcionamento de verbas para realização de cinemas intinerários e de campanhas informativas acerca da importância do cinema. Isso será feito, a fim de gerar senso crítico, de maneira que reduza o descaso dos grandes proprietários e dos órgãos públicos.