ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 10/11/2021

A vinda da Corte Portuguesa em 1808 acarretou uma série de mudanças no Brasil dentre elas a criação de espaços culturais como o museu, afim de manter o padrão  de vida que tinham em Portugal. Todavia o acesso a esse espaço estava restrito a nobreza e ao clero. Simultaneamente, no Brasil hodierno, isto ainda ocorre quando se trata do acesso a cultura que as salas de cinema proporcionam a população, trazendo a questão de democratizar estes espaços.

Primeiramente, a forma como foram distribuídas os cinemas pela região metropolitana se tornou um empecilho para o acesso de comunidades ao local. Segundo um artigo publicado pela Ancine, a urbanização faz com que os espaços midiáticos ficassem restringidos a regiões onde seus moradores possuem renda elevada. Consequentemente, originando uma desigualdade no acesso aos cinemas devido ao custo devida da região influenciar na tabela de preços e do gasto com transporte para chegar ao espaço.

Ademais, o cinema , embora seja uma atividade de lazer, também é um meio de educação e cultura através da arte. Como citado pelo psicólogo Sir Arthur Lewis, a educação cria mentes prontas para criticar, verficar e não aceitar tudo que é imposto. Dessa forma, a educação proporcionada pelo cinema com produções como Jogos Vorazes que faz analogia a politíca de pão e circo utilizada na Idade Antiga e “Mazer Runner” que, de forma íntrinseca, apresenta o mito da caverna do filósofo Platão, deve ser de acesso a todos, tornando-se imprescendível a difusão destes espaços para todas as regiões.

Portanto, faz se necessária a resolução desa problemática através da atuação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) em parceria com o Cinemark, uma das maiores redes de cinema no Brasil, ampliar o acesso as salas de cinema, por meio da construção de estruturas físicas em pontos estratégicos nas periferias e móveis, com carros que simulem uma sala de cinema, alcançando regiões do extremo interior. Com isso, será possível proporcionar a experiência para toda a população, sem restringir a um grupo específico, como feito no passado pela Corte Portuguesa