ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 14/11/2021
“O amor por princípio, ordem por base; progresso por fim”. Essa lema positivista, formulado pelo filósofo frânces Auguste Comte, inspirou a frese política “ordem e progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representou uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que a democratizção do acesso ao cinema no Brasil - grave problemaa ser enfrentado ela sociedade - resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como também a falta de empatia - reflexo do individualismo - solidificam tal mazela.
A princípío é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a igualdade é um direito inerente a todo cidadão brasileiro. Nesse sentido imagina-se que a democratização do acesso ao cinema no Brasil é garantido por tais direitos, pois é notório que a falta de ações do governo agrava tais desigualdades. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pela falta de salas de cinema em todo o país também ocasionando aumento nos preços e nas desigualdades. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população verde-amarela.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é deviso ao fato de que as salas de cinema em locais públicos poderiam ser criadas. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência uma população pobre culturalmente. Assim, essa liquidez que influi sobre a questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil tem funcionado como um forte empecilho para sua resolução.
Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver essa falta de acesso aos cinemas. Para isso, é imprescindível que o governo - por intermédio da adoção de salas de cinema em espaçoes públicos - a fim de minimizar essa desigualdade. Assim, se consolidará uma sociedade mais humana, onde o estado desempenha seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.