ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 31/07/2022

A obra “Cidadão de Papel”, o grande jornalista Gilberto Dimenstein afirma que a- pesar dos direitos adiquiridos e garantidos na Constituição Federal, em sua gran- de maioria, não sabem que têm, e assim fica apenas no papel. Diante disso, obser-

va-se que, atualmente, o Brasil têm muitos “cidadãos de papel” como referido pelo autor da obra. Nesse cenário, faz-se necessário discutir sobre a democratização do acesso a arte cinematográfica no país. À vista disso, percebe-se que há ineficiência de políticas públicas em garantir os direitos dos cidadãos, como também, falta de conhecimento da população, em sua maioria.

Nessa perspectiva, é importante pontuar que há ineficiência de políticas públicas para garantir os direitos dos cidadãos. Nessa conjuntura, o filósofo contratualista Jonh Loock disserta que cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, é visto que, no Brasil, isso não acontece. Pois, existem uma má distribuição nas salas de cinema, principalmente, em periferias dos gran- des centros urbanos e em pequenas e médias cidades do interior do país. Desse modo, torna-se notório a necessidade da democratizar o acesso a cultura da indús-

tria cinematográfica. Prova disso, é dado que menos de 20% da população frequenta cinemas, pesquisa feita pelo site Meio e Mensagem.

Outrossim, é válido salientar que há falta de conhecimento da maioria da popula-

ção dos seus direitos básicos, garantidos na Constituiçã Federal. Partindo desse pressuposto, o educador Paulo Freire disserta que a educação do Brasil é “bancá-

ria”, ou seja, o docente é o detentor do conhecimento que deposita no dicente de forma passiva e acrítica. Nesse viés, observa-se que é necessário tornar o acesso dessa cultura artítica equânime em todas as cidades do país. Desse modo, é dado na pesquisa sobre educação OCDE(Organização para Cooperação e Desenvolvi-

mento Econômico) que o Brasil ocupa 60° entre 76 países.

Portanto, é fulcral que o Ministério da Cidadania, realize parcerias com empresas privadas para levar filmes para locais que não têm, por meio de exibições em praças públicas e telões com projetor grátis, para que seja garantido o direito à lazer. Além disso, é mister que faça campanhas midiáticas incentivando as pessoas a participarem, e assim, deixe de ser “cidadãos de papel” citado por Dimenstein.