ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 03/11/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê em seu artigo 6º, o direito de lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a inacessibilidade do cinema no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a analíse dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira analíse, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a inacessibilidade do cinema no Brasil. Nesse sentido, tal problema permeia-se na sociedade, culminado em uma série de adversidades como a desigualdade social. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis, como o lazer, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a corte de verbas destinadas para o desenvolvimento de cinemas nas regiões periféricas do Brasil. Segundo os dados divulgados no site Meio e Mensagem, revelam que apenas um quinto da população brasileira frequentam o cinema. Diante de tal exposto, fica claro o desprezo das autoridades para a democratização do acesso da ao cinema no Brasil.
depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstâculo. Para isso, é imprescindível que o Estado, na condição de garantidor de direitos individuais, por meio de verbas governamentais, promova projetos que amplie e melhore as redes cinematográficas nas regiões que enfrentam tal problema. A fim de garantir a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirmava John Locke.