ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/11/2022

A constituição federal de 1988, prevê em seu artigo 6º o direito ao lazer como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não não vem se revertebrando quando o assunto é a democratização do acesso ao cinema no Brasil, o que dificulta a universalização desse direito social tão importante. Pode -se destacar a ausência de apoio governamental e valorização da comunidade.

Em primeira análise, vale ressaltar a falta que faz o apoio do poder legislativo para combater o óbice. Nesse sentido, fatos exibidos pelo site “cinema perto de você”, relata que apenas uma parte da sociedade brasileira são privilegiados com fácil acesso ao cinema como as regiões Sul, centro-oeste e sudeste, assim como os grupos de classe média alta e pessoas da cidade grande. Segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como violação do cabo de “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem o direito ao lazer o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de valorização do acesso fácil ao cinema que algumas pessoas têm. Diante de tal exposto, pesquisas realizadas pelo site “meio e mensagem” revelam que apenas 15% dos entrevistados vão ao cinema com frequência acompanhar lançamentos do mundo do entretenimento visual, a grande maioria prefere acompanhar esses lançamentos de sua TV quando sair do cinema, não apoiando assim o investimento que é feito nessas grandes salas. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se , portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o governo e a população, por meio da facilização do acesso ao cinema na criação de novos pontos cinematográficos e ajuda dos indivíduos para auxiliar o crescimento do cinema, pois sem auditório, filme não é exibido. A fim de utilizar essa ferramenta como lazer e aumento de conhecimento cultural, assim se consolidará uma sociedade mais culta, onde o Estado cumpre corretamente o “Contrato Social” tal como afirma John Locke.