ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 06/11/2022
No filme “A inveção de Hugo Cabrett”, Hugo era orfão, morava nas estruturas de uma estação de trêm e tinha o sonho de ir ao cinema, já que não tinha condições de vivenciar tal experiência. De maneira análoga ao filme, o acesso ao cinema no Brasil apresenta dificuldades socioeconômicas, visto que pessoas com baixa renda não conseguem frenquentá-lo, o que, consequentemente, torna a televisão um meio mais acessível a população.
Primeiramente, indivíduos excluídos socialmente pela condição econômica têm dificuldades no acesso ao cinema, haja vista que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, 75% da população que vive em áreas periféricas não tem contato com o mesmo. Isso porque os cinemas estão localizados, principalmente, nos centros das áreas urbanas, dificultando, assim, o transporte e exigindo altas rendas para frequentá-los. Com isso, grande parte da população fica sem esse meio de lazer e cultura tão importante para a história, tanto brasileira, quanto mundial.
Ademais, a televisão tem se tornado um meio mais prático e acessível, tendo que, de acordo com pesquisas do site Meio e Mensagem, apenas 19% dos telespectadores de filmes na TV frequentam o cinema. Tal informação revela que o uso da televisão é facilitado devido ao fato de que não há necessidade de deslocamento ou uso de capital, uma vez que existe a possibilidade de baixar filmes de forma gratuita através da internet. Sendo assim, o público tem vantagem econômica ao substituir o cinema pela TV, o que faz sua riqueza e importância social deixarem de ser experimentadas pela população.
Em suma, é mister findar as dificuldades do acesso ao cinema. Para isso, o Ministério da Comunicação, orgão responsável pelos meios de comunicação, conjuntamente com o Ministério da Economia, deve fazer projetos para distribuir cinemas pelo território brasileiro, de forma uniforme e à incluir a população. Isso por meio do implante dos mesmos em locais públicos, como praças, por exemplo, a fim de que todos possam frequentá-los e usufruir deles. Afinal, apenas com tais mudanças o Brasil pode tornar-se um país mais igualitário e acolhedor, pois, como já dizia o filósofo Hieráclito, “Nada é permanente, exceto a mudança”