ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 08/11/2022
Manoel de Barros, grande poéta pós-modernista, desenvolvel em suas obras uma “Teologia do Traste”, cuja principal caracteristica consiste em dar valor ás situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Consoante a lógica barrosiana, faz-se preciso, então, valorizar também a democratização do acesso ao cinema no Brasil, ainda que seja algo quse inacessível para parte da população. Nesse sentido, a fim de conter os males relativos a essa temática, é importante analizar a inoperância governamental, bem como a banalização da sociedade.
Primeiramente, é válido destacar que a elaboração da Constituição Federal, há 34 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos, uma vez que, os altos preços das bilheterias de cinema e a escassez de programas destinados a atender pessoas de baixa renda impedem o exercício pleno da cidadania por todos. Logo, é evidente que a omissão do Estado perpetua a dificuldade de democratizar o acesso ao cinema,o que pode configurar um crime por parte dos governantes.
Ademais,constata-se a banalização da sociedade como promotora da problemática em questão no País. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, aqual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, ao ponto de torná-lás banais. Nessa ótica, tal teoria está presente no contexto brasileiro, uma vez que o problema do difícil acesso a cultura pela população mais carente de recursos financeiros parece não causar o mínimo de revolta na sociedade. Desse modo, devído a normalização do impasse, a problemática se agrava no meio social.
Portanto, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma atitude para mudar a questão da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Para isso, é necessário que o Governo Federal, utilize o Ministério da cultura para promover uma campanha de acesso a cultura, por meio da distribuição de bilhetes de entrada cortesia para pessoas de baixa renda que não podem arcar com os custos de acesso ao cinema. Nessa lógica, o intuito de tal medida é conter essa mazela social. Dessa forma, a “Constituição Cidadã” será honrada.