ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 11/11/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido a cerca da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Isso acontece devido ao descaso governamental e pelo ritmo de vida acelerado, fatos que culminam em preocupantes mazelas. De- sse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.
Em primeiro lugar, é valido ressaltar que o nível da pobreza no Brasil é extremo ao ponto de parte da população não possuir condição financeira de arcar com uma visita ao cinema. A constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6, o direito ao lazer como inerente a todo cidadão Brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado, quando se observa o difícil acesso que as classes mais baixas têm, como acessar a ”sétima arte”, que é o cinema, impossibilitando o desenvolvimento do caráter artístico da sociedade.
Além disso, conforme o conceito de “banalidade do mal”, cunhado pela filosofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre repetidamente, a sociedade passa a vê-la como banal. Dessa forma, isso evidencia que o ritmo de vida acelerado presente na vida de grande parte da sociedade, priva a de momentos de lazer, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando a falta de reflexão sobre os males ao redor dos indivíduos. Nesse sentido, apresenta-se como consequência uma sociedade subdesenvolvida, conceito previsto por Aristóteles, já que a arte e a razão são as formas de diferenciar os seres humanos dos animais.
Portanto, fica a cargo da indústria midiática criar campanhas de valorização a arte. Isso deve ocorrer por meio de parcerias com as plataformas de “streaming”, como Youtube e Netflix, disponibilizando de forma gratuita filmes de domínico público. Paralelamente, cabe ao governo Federal investir parte do PIB, em projetos sociais, como centros culturais que disponibilizam variadas formas de acesso as artes, incluindo uma programação de filmes. Essas ações têm como finalidade remediar o descaso governamental e o ritmo de vida acelerado, contrapondo a ideia de “modernidade liquida", proposta por Bauman, ja que o ser humano irá viver como protagonista, racionalizando o que acontece ao seu redor.