ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 16/01/2023

Biográfos da estrela Marilyn Monroe relatam que a atriz em sua primeira infância, frequentava cinemas semanalmente. Diferentemente da intérprete, no

Brasil, uma parcela da população é privada do acesso ao cinema, seja por conta da sua existência restrita à grandes meios urbanos, como também a falta de condi-ções econômicas dos indivíduos para acessá-lo.

Primeiramente, a má distribuição das pessoas no território concentra os fluxos monetários nas cidades grandes, tornando estabelecimentos cinematográficos negócios não lucrativos no interior. No século XX com o processo de industrialização brasileiro se deu um movimento de êxodo rural, onde o país urbanizou-se. Neste sentido, há uma discrepância entre o montante de dinheiro e sujeitos circulantes no meio urbano e rural, uma vez que no primeiro, existem centros comerciais os “shopping centers”. Logo, para as empresas exibidoras, as pequenas cidades são vistas como localidades não favoráveis a sua fixação, deste modo desprivilegiando-as e impedindo o acesso da população as telonas.

Além disso, mesmo em cidades com locais de exibição de filmes apenas um grupo minoritário o consegue frequentar devido à desigualdade social. Na Constituição Federal consta que todo cidadão deve ter o direito de desfrutar de ambientes de entreterimento e cultura. Contudo, na realidade as periferias são impossibilitadas de adentrarem os cinemas a medida que o preço dos ingressos são incoerentes com seu poder aquisitivo. Não obstante, por terem de viver muitas vezes as margens dos conglomerados urbanos, estas pessoas necessitam de um grande deslocamento para as áreas centrais afim de assistirem a um filme. Ademais, o desnivelamento econômico da sociedade barra o divertimento de muitos indivíduos.

A não democratização do cinema esta relacionada a deformidades na estruturação do espaço geográfico e na sociedade do país. Portanto, os governantes municipais, responsáveis pela gestão de recursos públicos, poderão criar sessões de cinema gratuitas em comunidades para a exibição de longa metragens com a finalidade de aprimorar o repertório sociocultural da população. Por conseguinte, semelhante a Marilyn, a população poderá entreter-se com a sétima arte.