ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 25/03/2023
O acesso ao cinema sempre foi uma questão importante para a sociedade, especialmente para pessoas de baixa renda, pois de acordo com o IBGE apenas 10% das cidades brasileiras têm cinema. Durante muitos anos, os cinemas eram uma prática acessível apenas às classe médias e à elite brasileira, que tinham recursos financeiros para pagar pelos ingressos e pelas despesas relacionadas à experiência de assistir a um filme.
No entanto, na década de 1950, o Brasil passou por um processo de industrialização e urbanização. As cidades cresceram rapidamente, e a população em situação de vulnerabilidade econômica começou a ter acesso a novos serviços e bens de consumo, incluindo o cinema. Nesse contexto, surgiu uma iniciativa que foi fundamental para democratizar o acesso aos filmes: o cineclubismo.
Os cineclubes eram grupos de pessoas que se reuniam para assistir a filmes e discutir algumas questões relacionadas à arte. Eles surgiram em vários lugares do país, e se tornaram uma forma de levar o cinema para as periferias e áreas mais carentes das cidades. Os cineclubes ofereciam sessões gratuitas ou a preços populares, e muitas vezes contavam com a participação de cineastas e críticos renomados, agregando na formação de uma nova geração de cinéfilos, que passou a valorizar o cinema como uma forma de arte e expressão. Além disso, ele contribuiu para ampliar o acesso dos mais pobres aos filmes.
Hoje, o cineclubismo não é mais tão presente na sociedade, mas a importância dessa iniciativa histórica é inegável. Percebe-se que ainda existem muitas barreiras que impedem o acesso dos mais pobres ao cinema, como a falta de salas em algumas regiões e o alto preço dos ingressos. Por isso, é importante que sejam criadas novas formas de democratizar o acesso aos filmes, para que todos possam desfrutar da magia do cinema. O cineclubismo, a implementação do cinema nas escolas e programas do Estado em parceria com empresas de cinema, como Cinemark e UCI, são formas de fazer isso. O estado poderia acatar essas iniciativas nas regiões mais pobres das cidades, utilizando locais públicos para exibir filmes de todos os gêneros e classificações indicativas, na intenção de aproximar as pessoas de seus direitos à cultura e ao lazer.