ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 22/08/2023
A Constituição Federal, promulgada em 1988, foi esboçada, com o objetivo de delinear direitos básicos para todos os cidadãos. Entretanto, tal teoria não tem sido vista em metodologias práticas uma vez que a democratização do acesso ao cinema ainda é um empecilho. Com isso, é notório que a dificuldade do acesso ao cinema é provocado por inúmeras chagas, como a desigualdade social e a concentração urbana.
Diante desse cenário, é válido retomar o aspecto supracitado quanto a desigualdade social. Nesse contexto, é evidente que a falta do acesso ao cinema é calcada pelas desigualdades presentes na sociedade. Em consonância, percebe-se que os preços altos dos ingressos e a falta de locomoção até shopping center, faz com que o acesso ao cinema fique concentrado apenas em pequena parcela da coletividade. Nesse sentido, percebe-se que, grande parte da população não tem direito ao lazer, previsto no Artigo 6° da Constituição Federal, assim ferindo o documento de maior ordem nacional. Sendo assim, as desigualdades econômicas e sociais, fazem com que o cinema seja algo luxuoso para grande parte das pessoas.
Ademais, é imprescindível destacar que a concentração urbana é um impasse à problemática. Nessa perspectiva, a série “Cine Holliudy”, da TV Globo, retrata uma cidade do nordeste brasileiro onde não há atração cultural na região. Sob essa ótica, nota-se que, a ficção é uma realidade para muitos brasileiros concentrados em regiões como o Norte e Nordeste, em cidades pequenas e periféricas. Por conseguinte, a falta de investimento na urbanização dessas regiões, faz com que elas fiquem excluídas do acesso ao cinema. Sendo assim, é nos centros urbanos em que estão concentrados os cinemas, polarizando ainda mais a sociedade.
É urgente, portanto, que medidas são necessárias para amenizar a problemática. Para isso, prefeituras devem criar espaços para transmissão gratuita de filmes, por meio de investimentos e parcerias, com telões ou projeções a cada duas semanas, com o intuito de descentralizar o cinema dos centros urbanos e atenuar as desigualdades. Dessa maneira, a democratização do acesso ao cinema será uma realidade no Brasil.