ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 10/09/2023

O artigo 6 da Constituição Federal de 1988 garante os direitos sociais, entre eles o do lazer. Porém no que tange a realidade o acesso aos cinemas ainda é baixo, em 2018, 39,9% das pessoas moravam em cidades sem, ao menos, um, de acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além disso, mesmo em locais que possuem a estrutura, ainda há outras dificuldades, como os altos valores dos ingressos e a difícil locomoção.

Em princípio, cabe analisar que, segundo o IBGE, 70% dos brasileiros ganham menos que dois salários mínimos, isso unido a inflação atual faz com que gastos considerados supérfluos sejam cortados. Ademais, a média dos valores dos ingressos de cinema é de R$ 31,58, revela Bussiness Insider, site americano de notícias comerciais. Logo, para muitas famílias é impossível ter uma despesa desse tipo sem que uma outra área mais importante seja afetada.

Somado a isso, o transporte público é extremamente precário e não comporta todos os usuários, o que desencoraja as pessoas de usarem quando não é preciso, como nas folgas. Assim como ainda há os atrasos constantes e a superlotação, em três meses, trens da SuperVia atrasaram mais de 1.800 vezes, segundo relatório da agência reguladora de transportes do Rio de Janeiro, Agetransp. Da mesma forma que o valor dos ingressos, o preço da passagem e esses problemas desestimulam as pessoas de irem assistir filmes.

Portanto, faz-se necessário que medidas extraordinárias sejam tomadas. Em suma, o Ministério da Cultura, responsável pelo planejamento e pela execução das políticas nacionais de cultura e de artes, deve incentivar a ida ao cinema por meio de leis que visem o barateamento dos tickets. A fim de que assim isso se torne acessível por todos. Assim sendo o que foi dito na Constituição será respeitado.