ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 05/10/2023
A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a democratização do cinema apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto pelo difícil acesso, quanto pelo capitalismo.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater a dificuldade do acesso ao cinema. Nesse sentido, cidadãos de cidades pequenas, do interior do Brasil, têm pouca oportunidade de usufruir do cinema, de acordo com o site meio e mensagem, apenas 17% da população. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o Estado não garante que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.
Ademais, é fundamental apontar o capitalismo como impulsionador do problema no Brasil. Segundo a Constituição de 1988, a cultura é direito de todos, o que não é a realidade de muitos. Diante de tal exposto, as salas de cinemas estão em regiões de maior poder aquisitivo, o que inviabiliza o acesso de diversas pessoas. Logo, é inadmissivél que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o Estado, por intermédio do políticas públicas, levem sessões de cinema para cidades pequenas e regiões de periferia, a fim de democratizar o acesso a esse meio cultural. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo os impactos nocivo da falta de acesso ao cinema.