ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 17/10/2023
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que à democratização do acesso ao cinema apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de acesso ao cinema, quanto pelo capitalismo.
Diante dessa realidade, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater a dificuldade da entrada ao cinema. Nesse sentido, a Constituição de 1988, onde diz que a cultura é direito de todos. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o Estado não garante que os cidadãos desfrutem de direitos indipensáveis, já que nem todos tem acesso a cultura.
Ademais, é fundamental apontar o capitalismo como impulsionador da falta de acesso ao cinema que é um meio de cultura. Segundo Karl Marx, o dinheiro impera e escraviza o ser humano. Diante de tal exposto, ao analisar que as salas de cinema estão em regiões que apresentam maior poder aquisito, percebe-se o quão o capitalismo interfere na democratização. Logo, é indamissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o Estado, por intermédio de politícas públicas leve sesões de cinema para cidades pequenas e regiões periféricas, a fim de democratizar a entrada à esse meio de cultura. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos da falta de acesso ao cinema.