ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 31/10/2023

O “Renascimento Cultural” caracterizado pelo racionalismo e valorização da arte tem suas raízes na “Idade das trevas”, a idade média, conhecida por seu teocentrismo e mazelas sociais. Segundo John Locke, todos os seres humanos possuem três direitos alienáveis e naturais, sendo eles: Direito à vida, à liberdade e a propriodade privada. Estes não poderiam ser retirados dos cidadões e deveriam ser garantidos pelo estado. Além disso, no Brasil em 1988 foi promulgada a sétima constituição, conhecida como: “cidadã” estabelecendo a inviolabilidade de príncipios básicos de direitos e liberdades.

Embora, na prática, não é o que acontece, analisando o elitismo no acesso ao cinema, encontra-se, divisão de salas em categorias de conforto, preço abusivo dos ingressos, proibição da entrada de alimentos e bebidas, localização em áreas nobres de grandes cidades, como também, transporte público de baixa qualidade, em resumo cria-se um muro de dificuldades socio-econômicas no acesso ao cinema. Consequentemente violentando o direito natural da vida teorizado por J. Locke, uma vez que, a vida do indíviduo é prejudicada pela inacessiblidade ao cultural por conseguinte da desigualdade social.

Outrora, vale ressaltar, que tal inacessibilidade opera em demais esferas, de modo que, à liberdade individual seja prejudicada. Em alusão ao unitarismo práticado por regimes fascistas, que centralizavam o poder em contraposição da democracia, analogamente, temos opções de filmes em cartaz pré-determinadas pelas empresas que administram o estabelecimento, manipulando indiretamente as escolhas.

Assim sendo, na busca por direitos naturais e alienáveis, abandonando as trevas da opressão cultural, faz-se necessário a intervenção estatal, com políticas públicas distributivas, em especial, direcionadas à população economicamente

vulnerabilizada, com auxílios financeiros e educacional, e também, políticas

edistributivas, ofertando investimentos na mobilidade urbana, com melhoria do transporte público e infraestrutura, tal como, criação de espaços culturais idiáticos. E por fim, no campo da manipulação de escolhas, espera-se que o estado fiscalize as ofertas assegurando as liberdades indivíduais.