ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 25/03/2024
No curso do século XX, em especial durante a Segunda Guerra Mundial, o cinema demonstrou seu poder ao, para propaganda e doutrinamento, ser usado com afinco. Entretanto, no cenário brasileiro atual, o cinema não é compreendido como possuidor de tal importância. Portanto, visando a melhoria de seu acesso no Brasil, faz-se evidente a análise acerca da despriorização do cinema e a elitização da cultura.
Sobretudo, em qualquer sociedade, a cultura, seja no âmbito literário, culinário ou audiovosual, verte sobre os indivíduos vasta influência de formação e letramento crítico. Todavia, como demonstrado no ano pandêmico de 2020, quando o Estado expendiu mais de 15 milhões na compra de leite condensado, supostamente destinado a uso pessoal do exército, de acordo com o portal G1, porém, destinou verbas insignificantes à promoção da cultura, tendo em vista que mais de 85% das cidades brasileiras não possuem sequer uma sala de cinema, nota-se que a priorização cultural é deveras inexistente no país. Dessarte, a despriorização de recursos financeiros, referentes a práticas como o cinema, é normalizada e, em prol de melhor disseminação da cultura, deve ser combatida.
Haja vista a dificuldade de acesso, essas práticas se tornam elitizadas; afinal, apenas aqueles com maior valor aquisitivo entram na lista de telespectadores das grandes salas, como exposto por Suzanne Collins na obra “Jogos vorazes”; cenário cuja cultura, as custas dos distritos mais necessitados, unicamente é destinada a Capital. Do enredo literário à realidade, observa-se a crescente concentração das salas de cinema em áreas privilegiadas, por conseguinte, privando populações periféricas de consumir algo que, pela Constituição, é direito a todos: cultura.
Diante o exposto, em prol da promoção democrática do acesso ao cinema, é de suma importância que o Ministério do Turismo, órgão responsável pela proteção patrimonial cultural, promova sessões cinematográficas semanais em comunidades de baixa renda, por meio da instalação de telões e cadeiras em praças públicas. Dessa maneira, levando o cinema para áreas não elitizadas e disseminando a devida importância do acesso democrático do cinema na sociedade brasileira contemporânea.