ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 19/09/2024

É fato que a criação do cinema foi uma das invenções mais importantes do século XXI, tornando possível transformar histórias, que eram geralmente conhe-cidas por meio de livros e contos, em filmes incríveis. No entanto, essa realidade não se iseriu insenta de entraves, tendo em vista que o cinema não é frequentado por todas as pessoas no Brasil, nos mostrando que o acesso não é democrático e isso, infelizmente, nos revela uma grave mazela social. Nesse sentido, cabe analisar a negligência governamental e a banalização do tema por parte da população.

De início, é válido ressaltar como a ausência de políticas públicas dificultam o acesso ao cinema. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes desenvolve a ideia de que o bem estar da população é dever do estado. Sob essa ótica, no Brasil, vê-se que esse direito não é garantido, como pela falta de legislações que facilitem o acesso ao cinema, como por exemplo, diminuir os preços dos ingressos atráves da dimi-nuição dos impostos, e construir cinemas nas áreas periféricas das cidades, facilitando o acesso para as pessoas de baixa renda. Logo, devem ser tomadas medidas mais incisivas para dar fim a essa situação.

Outrossim, é importante destacar como a banalização do tema pela população contribui para a permanência do problema. Sob esse prisma, de acordo com a filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude maléfica é realizada de forma rotineira, passa a ser considerada banal, ou seja, ela não é mais vista como um problema a ser enfrentado, mas como um comportamento natural e aceitável. Aplicando essa ideia, pode-se argumentar que a falta de acesso ao cinema torna-se uma condição aceita como normal por seus habitantes. Portanto, a falta da co-moção social é um sistema propulsor para a permanência do problema, uma vez que o governo não é pressionado a agir em prol da democratização do cinema.

Portanto, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo estado e suas questões socioeconômicas - criar políticas públicas para enfrentar o problema. Isso será feito por meio de parcerias com empresas de cinema privadas, com o intuito de construir cinemas em áreas periféricas e reduzir os preços dos ingressos, para tornar o acesso ao cinema muito mais fácil para os mais pobres.