ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 22/10/2024
Barão de Itararé, um dos fundadores do jornalismo alternativo, na época da Ditadura no Brasil, afirmou ser necessário desatar os nós do país. Nesse sentido, a democratização do acesso ao cinema no território nacional apresenta-se como um desses nós. Com efeito, é crucial refletir sobre os aspectos socioculturais e sociopolíticos como pilares essenciais dessa chaga.
Isso posto, é importante aprofundar, primeiro, o fator grupal. Dito isso, Jurgen Habermas acredita que a comunicação é a coisa mais importante para o desenvolvimento da sociedade. Nesse ínterim, a falta de estímulo ao debate sobre a dificuldade do acesso ao cinema no país, em setores escolares e públicos, dificulta o poder revolucionário de negociação devido à carestia de pensamento crítico entre a população, acerca de procurar facilitar os meios para acessar as salas de cinema. Portanto, é fundamental discutir sobre a problemática como um passo inicial para o progresso sociocultural habermaseano.
Desse modo, Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em promover a evolução social. Em síntese, essas concepção não se aplica, haja vista o descaso estatal em não remanejar recursos financeiros e políticos para conscientizar o povo brasileiro da função de lazer e cultural do cinema, que representa uma desafio para a melhoria do acesso ao cine. Dessa forma, faz-se mister que ações sejam executadas pelas autoridades competentes no ramo.
Sendo assim, é vital combater esses obstáculos. Logo, o Ministério das Comunicações deve esclarecer o assunto, por meio da coparticipação de canais de televisivos e, adjunto a um profissional especialista na área, mostrar as principais consequências sociais do problema e, mais detalhadamente, apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores em relação à democratização do acesso ao cinema no Brasil. Essa ação visa mitigar, também, as falhas estatais. Consequentemente, a sociedade prosperará.