ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 07/04/2025

A Constituição Federal de 1988 define os direitos e deveres dos cidadãos e do Estado. Entretanto, nem sempre esses deveres são cumpridos. Desde Dezembro de 1895, o cinema está inserido em nosso cotidiano e cada vez mais fazendo parte dele. Todavia, apenas uma pequena parte da população brasileira possui acesso às telas de cinema, tanto devido ao alto custo dos ingressos quanto a falência do Estado na promoção democrática à cultura.

Em primeiro lugar, o acesso ao cinema ainda é restrito às populações de baixa renda. Conforme dados do Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro de 2019, o valor dos ingressos aumentou aproximadamente 70% desde 2010. Por consequência, ficou inviável o acesso da classe trabalhadora às salas de cinema. Segundo Walter Salles, renomado diretor Brasileiro, o cinema nacional é direcionado para uma determinada elite, fazendo com que moradores da periferia priorizem necessidades básicas como a alimentação, em vez do acesso à cultura. Assim, o acesso ao cinema no Brasil fica reduzido às populações de baixa renda.

Em segundo lugar, é dever do Estado promover o equilíbrio econômico para que todos os cidadões, independente da classe, tenham acesso igualitário. Porém, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019, mostra que apenas 10% das cidades brasileiras têm cinema. Isso demonstra que o acesso à cultura ainda é restrito aos grandes centros urbanos, refletindo a desigualdade na distribuição de equipamentos culturais e na acessibilidade da população brasileira.

Portanto, é notório que apenas uma pequena parcela da população brasileira possui acesso ao cinema no Brasil. Por isso, faz-se necessário que o Estado, em parceria com Iniciativas Privadas, promovam políticas públicas mais eficazes para democratizar esse acesso, por meio de melhorias na infraestrutura cultural e redução do custo à classe trabalhadora. Desta maneira, fortalece-se a indústria cinematográfica nacional e internacional, garantindo que cidadões de classes menos favorecidas tenham acesso a privilégios culturais iguais à elite. Assim, o cinema deixa de ser um privilégio e passa a cumprir seu papel como instrumento de inclusão, educação e transformação social.