ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

Embora diversos avanços sejam notórios na sociedade, ainda existem lacunas no âmbito da saúde. Diante disso observa-se a configuração de problemas relacionados ao estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira, conduzidos, sobretudo, pelo descaso familiar e estatal.

A princípio, convém destacar que a família é a instituição social mais influente no desenvolvimento das pessoas. Contudo, muitas vezes, ela se mostra insuficiente no que diz respeito a promoção do bem-estar cerebral dos indivíduos e, logo, é culpada por configurar distúrbios como depressão e ansiedade. Nesse prisma, conforme o filósofo John Locke, “o ser humano é como uma folha em branco moldada por suas experiências e vivências”. Nesse sentido, em decorrência de maus tratos familiares, os jovens acabam vulneráveis às doenças mentais e, por conseguinte, às suas consequências.

Ademais, o direito a todas as formas de saúde, incluindo a cerebral, é garantido pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, é evidente a falta de atuação das autoridades no que se refere à articulação de políticas públicas que minimizem os casos de doenças cognitivas. Nesse viés, de acordo com Friedrich Hegel, “é dever do Estado cuidar de seus filhos”. Dessa forma, são necessárias ações governamentais que atenuem o impasse.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, mediante verbas estatais, promover campanhas e debates sobre a temática. Nessa lógica, tais ações devem ser realizadas em escolas e praças públicas, ministradas por profissionais na área da psicologia. Desse modo, esses profissionais devem explicar, por meio de uma linguagem adaptada, as consequências das ações familiares no bem estar cerebral das pessoas, com o objetivo de diminuir os casos de doenças mentais na sociedade brasileira. Dessa maneira, o problema seria resolvido de maneira eficaz e democrática, contribuindo, assim, para o bem da nação.