ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

O físico alemão Albert Einstein afirmava que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Dessa forma, quando se analisa esse emblemático pensamento, nota-se veracidade, haja vista que ainda existem estigmas ligados às doenças mentais no hodierno cenário brasileiro. Assim, torna-se de suma relevância avaliar aspectos educacionais e governamentais que colaboram com o viés, sendo necessário alterar essa realidade.

Nesse contexto, convém destacar inicialmente que a educação brasileira corrobora à pertinência dos estigmas ligados às doenças mentais. Dessa maneira, conforme a escritora Helen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Nesse sentido, evidencia-se que a didática no país é falha, uma vez que ela não possui aulas extras para dialogar com os alunos sobre doenças mentais e explicar para eles que que é errado estigmatizar essa parcela da população. Desse modo, as crianças e jovens crescem sem ter informações sobre essa problemática, o que faz com que ela permaneça e se intensifique, de modo a destacar a precariedade da educação nesse âmbito, mostrando a necessidade de uma escapatória para o embróglio.

Em segundo lugar, também se faz importante salientar que a incúria governamental sobre os estigmas ligados às doenças mentais faz com que esse problema não seja resolvido. Nesse âmbito, de acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, é notório que essa proposta é falha na prática, visto que o governo negligencia a necessidade de implantar palestras semanais nas escolas que falem sobre doenças mentais e a importância da sua não estigmatização, vindo a demonstrar para os estudantes que esse preconceito existente é equivocado. Logo, é necessário alterar essa realidade.

Portanto, ao se analisar o porquê dos estigmas ligados às doenças mentais ainda existirem no Brasil, torna-se imprescindível uma escapatória para essa problemática. Posto isso, é fundamental uma ação do ministério da educação, que deve, por meio de apoio e investimentos governamental, implantar palestras semanais nas escolas públicas e particulares com profissionais qualificados que irão desestigmatizar às doenças mentais e explicar para os jovens o que elas são, o que causam e como tratar para que eles entendam e mudem a perspectiva que tinham sobre elas. Diante disso, espera-se o fim dos estigmas ligados às doenças mentais no Brasil e que essa parcela da população viva melhor, sem o preconceito antes existente, vindo a alterar o emblema de Einstein.