ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/01/2021
Sigmund freud, filósofo considerado pai da psicanálise, foi um dos pioneiros no estudo do cérebro e das suas complicações. No entanto, esse estudo só foi considerado relevante no meio do século XX, confirmando que até a comunidade científica era relutante em aceitar as doenças que acometem o cérebro. Isso acontece devido a falta de informação na sociedade, mas também do preconceito que corrobora com o estigma associado as doenças mentais. Dessa forma, medidas são necessárias para combater esse problema e garantir o bem estar dessa população.
Em primeiro lugar, é valido ressaltar que o pouco conhecimento dificulta o acesso dessas pessoas aos tratamentos patológicos necessários. Nessa perspectiva, no período da colonização brasileira, foi observado e documentado pelos portugueses que em algumas tribos nativas quando uma criança nascia com alguma deficiência física ou psiquíca, este era sacrificado por acreditarem que ela era amaldiçoada. Hoje, por sua vez, essa mentalidade retrógrada de que o indivíduo acometido por algum problema psicológico deve ser retirado do convívio social e colocado em centros de reabilitação ou “manicômios”. Assim, a exposição do problema em veículos de circulação é uma das soluções para acabar com a ignorância da sociedade em relação ao problema.
Outrossim, é importante destacar que o preconceito corrobora com a esteriotipação do indivíduo acometido por patologias no cérebro. Nesse contexto, a obra “Coringa” da DC comics conta a história de Arthur Fleck, homem de meia idade que apresenta transtornos psicológicos além de ter uma saúde mental bastante debilitada, sendo taxado de louco pela sociedade levando a criminalidade como solução para superar a invisibilidade social. Apesar de fictícia, a obra mostra como o preconceito enraizado na sociedade pode prejudicar ainda mais o indivíduo debilitado que deveria ser acolhido, mas é abandonado pela sociedade.
É visível, portanto, que a ignorância e a discriminação dificulta o tratamento aos que necessitam. Dessa forma, para acabar com esse problema é preciso de uma ação conjunta entra o Ministério da Saúde com as mídias sociais, promovendo campanhas publicitárias nas redes sociais além de debates em programas de auditório de alcance nacional, mostrando que transtornos de saúde mental são problemas de saúde pública. Assim o ciclo do preconceito será quebrado e os estudos pioneiros de Freud serão mais abordados na sociedade.