ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde, como essencial a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal benefício não têm se reverberadoquando se observa o estigma relacionado às doenças mentais. Dificultando, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, devemos salientar que, a ineficácia do governo, como também, as redes sociais, possuem parcela de culpa na problemática.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para resolver o preconceito relacionado às doenças mentais. Nesse sentido, uma grande parcela da sociedade não vê transtornos psicológicos como um problema sério. Isso implicará no não aceitamento da doença, dificultando um correto tratamento. Esse cenário, para o filósofo contratualista John Locke, é uma desavença ao “contrato social”, já que o estado Estado não cumpre com o seu dever de garantir direitos essenciais como, como a saúde mental.

Ademais, é importante apontar as redes sociais como impulsionadora das doenças mentais na sociedade. Segundo a OMS, 11,5 milhões de brasileiros têm depressão. No mundo digital isso não é diferente, pois existe uma face cruel, que é chamada pelos usuários como “cultura do cancelamento”, como o próprio nome já diz,  as pessoas são “canceladas” ou julgadas pelos seus atos, porém esses julgamentos geram traumas psicológicos, ocasionando um número maior de casos clínicos, podendo causar até um possível suicídio. Logo é inadmissível que esse cenário continue a permanecer.

Depreende-se, portanto, que soluções sejam tomadas para o correto funcionamento do país. Para isso, o Ministério da Saúde, por intermédio de programas conscientizadores nos veículos de informação, no sentido de explicar corretamente às doenças mentais, e o quão isso poderá danificar á saúde mental. A fim de que a população seja mais informada e atenta a disseminação de ódio na internet. Tornado-se, nesse aspecto, uma sociedade menos estigmatizada. Assim, o Estado estará desempenhando corretamente seu papel no “contrato social”, tal como afirma John Locke.