ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/01/2021
No período da Monarquia Romana, por volta do século VI a.C., o conceito de saúde ainda não era amplamente conhecido. Em conformidade à falta de conhecimento acerca do assunto, naquele período, todos os cidadãos que desenvolviam doenças mentais, após seu nascimento, eram executados, por não serem considerados primordiais ao Estado. De maneira análoga à história, no Brasil contemporâneo, surge a problemática do preconceito que as pessoas que vivem com algum transtorno psiquiátrico sofrem, além da exclusão que a União faz em relação à esses cidadãos. Nesse sentido, é urgente que medidas mitigatórias sejam avaliadas e efetivadas para a melhoria da qualidade de vida desses indíviduos ocorra.
Primeiramente, nem tudo que é visto nas plataformas de comunicação pode ser considerado absoluto. De acordo com Piérre Levy, vivemos em uma sociedade hiperconectada em que as relações interpessoais se dão de forma “online”. Dessa forma, as conexões entre pessoas, a veiculação de grande parte das informações e exemplos de estilos de vidas ideais expostos na rede informacional. Dessa maneira, o ser que não se encaixa nesses padrões impostos sofrem de certa exclusão social e, em alguns casos, desenvolve sofrimento psíquico, como a depressão e ansiedade. Desse modo, a internet que desempenharia papel agregador, mostra sua faceta cruel e excludente.
Ademais, a saúde, em seu conceito básico, é bastante ampla, abrangindo os modos sociais, econômicos e culturais que uma comunidade se relaciona. Nesse sentido, segundo a Constituição Federal Brasileira, de 1988, é dever do Estado a promoção à saúde mental e prevenção de doenças. Além disso, segundo o portal de notícias G1, os Centros de Atenção Psicosocial(CAPS), tiveram seu orçamento revogado, afetando diretamente os habitantes que precisam desse serviço para o tratamento de transtornos psiquiátricos. Ou seja, para que o governo não sea negligente em relação aos direitos constitucionais, é extremamente necessário que assegure os instrumentos que promevem os cuidados à saúde.
Fica claro, portanto, que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Saúde, amplie as políticas públicas existentes e assegure o direito ao tratamento de sáude mental, além de criar uma semana de conscientização para a saúde mental, por meio de campanhas publicitárias, palestras em escolas para jovens e professores, com a finalidade de desmitificar e reduzir as barreiras do preconceito, para que as pessoas que sofrem de algum tipo de doença mental possam ter uma qualidade de vida e saúde que sejam de valor incontestável.