ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos defende o direito à saúde e bem-estar social a todo ser humano, sobretudo, a pessoas portadoras de doenças mentais. Diante disso, a conjuntura dessa análise é distinta no Brasil, haja vista a desvalorização da saúde mental nas escolas públicas brasileiras. Isso se deve, essencialmente, pela ausência de psicólogos em tais espaços públicos e pelo desrespeito a esses transtornos por parte da geração atual.

Sob esse viés, percebe-se que o inacesso ao apoio profissional em tais escolas contribue para a persistência dessa desvalorização. Nesse sentido, a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante a assistência psicológica a todo cidadão. Contudo, a precariedade desses locais de ensino dificultam o devido atendimento especializado. Com isso, atos de suicídio e o agravamento dos quadros de transtornos são cada vez mais frequentes. É inaceitável o Brasil, como país defensor da igualdade de direitos, permitir a persistência desse atrito em pleno século XXI.

Além disso, o desrespeito a essas pessoas por parte da comunidade é constante. Nessa linha de raciocínio, o sociólogo Émile Durkheim atribui que o indivíduo é aquilo que a sociedade diz sobre ele, o que revela os danos morais e psicológicos casados pelo estigma imposto na contemporaniedade. Desse modo, observa-se a necessidade da busca por soluções que resolvam a problemática de forma abrangente.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve porpor a criação de centros de atendimentos psicológicos nos ambientes escolares por meio de um projeto entregue à câmara dos deputados. Tais centros devem contar com profissionais capacitados que defendam a importância do respeito para combater as doenças mentais. Espera-se, com essa ação, arradicação de tal estigma na atualidade.