ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/01/2021
No filme “Nise, O Coração da Loucura “, a médica Nise após assumir a área de terapia ocupacional em um sanatório, enfrenta um ambiente precário e cheio de desafios para conseguir tratar seus pacientes com transtornos mentais. De maneira análoga à história fictícia, a questão da saúde mental, no Brasil, enfrenta latentes problemas e precariedades. Nesse contexto, observa-se o preconceito e os tratamentos precários recebidos por tais pacientes.
É relevante abordar, primeiramente, o grande estigma gerado pela falta de conhecimento sobre tais transtornos. Sob esse viés, Hannah Arrendt -expoente escritora do século XX- desenvolveu o conceito de Banalidade do Mal, no qual a maldade está enraizada no cotidiano. Dessa maneira, o conceito desenvolvido por Arrendt, relata a sociedade atual brasileira, visto que muitos recebem maus tratos por terem essas condições. Diante disso, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, é imperativo pontuar o tratamento precário recebido por tais indivíduos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pesquisa feita em Fevereiro de 2017, relatou-se o gasto de 1 trilhão de dólares com pessoas fazendo algum tratamento mental. Nesse sentido, o revelado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não torna-se presente no cenário do Brasil, uma vez que a saúde mental recebe um apoio totalmente precário, sem auxílio e grandes investimentos. Consequentemente, essa população não recebe todo um acompanhamento e auxílio, visando sua melhora.
Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de reverter essa situação. Logo, o Ministério da Saúde -protagonista no âmbito do bem-estar humano - deve promover campanhas educativas por meio de associação com ONGs a fim de auxiliar os indivíduos que sofrem com doenças mentais. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhoria no que tange essa questão.