ENEM 2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
Enviada em 19/01/2021
Apesar de o Brasil ser o país mais depressivo da Ámerica Latina, como foi divulgado pela OMS(Organização Mundial da Saúde), em 2017, as pessoas ainda tratam as doenças mentais como uma “frescura”. Sendo assim, o preconceito e a falta de informação precisam ser combatidos para resolver o problema.
Em primeiro lugar, é preciso discutir sobre o preconceito que indivíduos com doenças mentais sofrem. Em uma sociedade preconceituosa como a nossa, homens são os que mais sofrem calados, visto que quando manifestam algum sintoma, como tristeza, são taxados de “boiola”, e, às vezes, esses insultos são acompanhados de mais violência física ou verbal. De acordo com o filósofo Jean Paul-Sartre: “A violência, não importa como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Portanto, é necessário combater essas práticas para que o número de pessoas com esses problemas diminua.
Outrossim, deve-se debater sobre a falta de informações da população sobre as doenças mentais. Desse modo, esse assunto precisa ser difundido, para que quem tenha algum sintoma saiba procurar ajuda adequada e quem não tem, entenda que esse é um assunto sério que pode levar, em determinados casos, o indivíduo a tirar a própria vida. Nesse sentido, a população passará a ser mais tolerante e, consequentemente, os estigmas associados às doenças mentais diminuirão.
Destarte, universidades, como a USP e a UFMG, podem ajudar nisso, por meio de programas de TV e rádio, como o Roda Viva, debatendo de forma ampla sobre esse tema, principalmente, no que tange à população mais afetada e ignorante. Dessa maneira, com a demonstração de cidadãos que cometeram suicídio e as sequelas que são deixadas, esse assunto pode deixar de ser um tabu e, assim, o problema logo se resolverá.